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O sal da história

Crónicas da história. Aventuras, curiosidades, insólitos, ligações improváveis... Heróis, vilões, vítimas e cidadãos comuns, aqui transformados em protagonistas de outros tempos.

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Crónicas da história. Aventuras, curiosidades, insólitos, ligações improváveis... Heróis, vilões, vítimas e cidadãos comuns, aqui transformados em protagonistas de outros tempos.

Instantâneos (74): barradinhas de talento

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Insinuantes, irreverentes, ingénuas, enigmáticas e belas, mas nunca banais. Assim eram as mulheres que Jorge Barradas (1894 – 1971) criou em milhares de ilustrações, desenhos, quadros, peças de cerâmica, painéis de azulejo e, ainda, na publicidade, em caricaturas e noutras composições humorísticas e mordazes.

 

 

 

 

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O artista de tantos instrumentos e argumentos, que recusou sempre uma educação formal e preferia que fosse a experiência a ensinar-lhe o que pretendia saber, rejeitou igualmente uma visão vulgar, conseguindo impor a sua própria ideia de modernismo.

 

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O “Barradinhas”, como era conhecido entre amigos, deixou incompletos os estudos na Escola Machado de Castro e na Escola Superior de Belas-Artes, mas isso não o impediu de, muito cedo, começar a ser reconhecido no meio artístico português - com apenas 17 anos participou na primeira exposição.

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Era na observação das pessoas, nas ruas, que encontrava a inspiração que o seu enorme talento convertia em traços de inegável e intemporal valor.

 

 

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Com as fêmeas modernas dos anos 20, que fumavam, dançavam Charleston e copiavam as atrizes de Hollywood, nos seus cabelos curtos, batom carmim e vestidos atrevidos, encheu Jorge Barradas numerosas capas das publicações ABC, Magazine Bertrand e Ilustração. Chamaram-lhe “o artista da mulher”.

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Com os quadros humorísticos e os tipos tradicionais de Lisboa - da varina ao marujo, passando pelo mendigo, o ardina ou o novo-rico – ilustrou outras tantas páginas de revistas e de jornais.

 

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Mas não se ficou por essas linguagens. Como pintor, desenvolveu quadros que lhe valeram o epiteto de “Malhoa 1930”.

Criou cenários e decorou numerosos espaços - como os pavilhões de Portugal em exposições internacionais, os cafés Portugal (Rossio) e Brasileira (Chiado), ou o edifício da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa - com telas, painéis de azulejo e vitrais.

 

 

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Representou também figuras históricas, naturezas mortas e paisagens luxuriantes, fazendo uso das cores ardentes que conheceu numa viagem a África e que influenciaria a sua obra.

 

 

 

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Deixou uma vasta coleção de aguarelas e de litografias e, como ceramista, ao que se dedicaria na última fase da sua vida, contribuiu para o renascimento dessa arte no nosso País.

 

 

 

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…………………..

Fontes

Hemeroteca Municipal de Lisboa

Hemeroteca Digital (cm-lisboa.pt)

Jorge Barradas, o “artista da mulher”; nota biográfica, por Álvaro Costa de Matos - Lisboa, fevereiro de 2009.

 

Jorge Barradas na coleção da Hemeroteca de Lisboa: obra gráfica – Levantamento iconográfico parcial, por Álvaro Costa de Matos – Lisboa; fevereiro/março de 2009.

Efemérides | Jorge Barradas (1894-1971) na Colecção da Hemeroteca de Lisboa: Obra Gráfica (cm-lisboa.pt)

 

Jorge Barradas | Museu Calouste Gulbenkian

 

MNAC: Paisagem tropical – S. Tomé (museuartecontemporanea.gov.pt)

 

Jorge Barradas, Magazine Bertrand, 1927 | Ilustração Portugueza (wordpress.com)

 

Jorge Barradas - Artistas Portugueses - Documentários - RTP

 

Jorge Barradas, ilustrador português. (tipografos.net)

 

Jorge Barradas - 2 Artworks for Sale on Artsy

 

CURSO DE HISTÓRIA DO AZULEJO AZULEJARIA MODERNISTA, MODERNA E CONTEMPORÂNEA. Ana Almeida - PDF Free Download (docplayer.com.br)

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