Crónicas da história. Aventuras, curiosidades, insólitos, ligações improváveis... Heróis, vilões, vítimas e cidadãos comuns, aqui transformados em protagonistas de outros tempos.
Crónicas da história. Aventuras, curiosidades, insólitos, ligações improváveis... Heróis, vilões, vítimas e cidadãos comuns, aqui transformados em protagonistas de outros tempos.
Há exatamente um século, o ano começou tumultuoso. Igual, portanto, aos anteriores. No início de 1926, Portugal encarava ainda as ondas de choque do escândalo do Banco Angola e (...)
No melhor pano cai a nódoa, diz o povo…pois neste início de primavera de 1912, a nódoa, por assim dizer, caiu numa ilustre família austríaca, mas poderia ser portuguesa, tal foi o (...)
As mulheres, como se sabe e desde tempos imemoriais, são fonte das maiores imoralidades e perturbações da pura alma masculina. Não admira, pois, que, a somar a todas as restrições que (...)
Martina Maldonado escreveu aos monarcas suecos candidatando-se para receber um Prémio Nobel, algo que foi arrojado mas insensato, pois fez com que fosse automaticamente excluída das (...)
D. Pedro V queria apenas o melhor para homenagear a sua noiva. Para um rei contido, como este filho de D. Maria II, foi algo de extravagante a encomenda de uma riquíssima tiara com (...)
Portugal foi a última paragem no vasto itinerário pelas monarquias europeias que o rei do Sião empreendeu, corria 1897. Com um périplo tão longo, chegou a Lisboa compreensivelmente (...)
Feliciana Maria de Milão esteve no centro de uma feroz luta política concertada para depor D. Afonso VI com base na sua impotência. Talvez por isso – e pelo escândalo associado – foi (...)
Normalmente os falsários especializam-se. Há os moedeiros, também conhecidos como “percaleiros”; os que forjam cheques e outros documentos, na gíria tratados como (...)
O Intendente-Geral da Polícia era tão poderoso que nem os suicidas podiam morrer descansados: mandou vir máquinas para dar vida aos mortos, um tratamento que tinha o fumo do tabaco como (...)
Há um século, os primeiros dias do ano não constituíram grande presságio para o que aí vinha. Entre uma manada de bois selvagens à desfilada pelas ruas de Lisboa, o eclipse do sol, a (...)
Quando a procura é muita, por vezes a oferta fecha os olhos a escrúpulos para fazer uns trocos. Sempre assim foi e sempre será. Quando a tradição religiosa obrigava à abstinência de (...)
A Guerra Civil Americana estava a dois meses do seu desfecho quando uma nação neutral ousou disparar contra um navio da União, criando um conflito diplomático que podia ter acabado mesmo (...)
Uma praça cheia de gente. Cavalos empinados, pessoas e armas derrubadas no chão ou agrupando-se nas estreitas saídas, parecem querer fugir para as ruas contíguas. O espaço parece-nos (...)
A Torre de Belém ergue-se imponente há séculos, forte e bela, tão aparentemente delicada na sua ornamentação quase exibicionista, que ninguém diria ter sido construída como elemento (...)
Um cálice desta maravilha correspondia à ingestão de um bom bife! Várias doses davam força e energia aos debilitados, porque se tratava de um poderoso tónico. Mas, isso é dizer pouco (...)
Max Himm estava de passagem por Lisboa quando o pior aconteceu. Nem o facto de já anteriormente (e por seis vezes!) ter sido atacado por feras, o tornara mais preparado para o susto (...)
Há aquelas invenções que, pela sua simplicidade e alardeada eficácia, parecem geniais. À distância, tendo em conta que não prevaleceram no tempo, talvez não fossem tão brilhantes como (...)
Tatuagem é marca indelével que permanece na pele até à morte. É coisa de marginais, gente de mau porte associada ao mundo do crime. Apesar de nenhuma destas afirmações corresponder hoje (...)
Seria de esperar que se tivesse procurado apurar todos os pormenores passíveis de fazer julgar e condenar os responsáveis pela morte a tiro dos dois chefes de Estado, mas o que (...)